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Uma irrupção é algo que é, de uma forma ou de outra, surgimento em antecipação, transmissão e expressão bem como percepção, sendo assim apreensão. Algo que é comunicado sem ser dito de uma forma afirmativa, sem ser definido, colocado em comum, algo que não é afirmativo nem negativo mas que é e que se faz presença é um sem-sim. Semsim, neologismo conceptual no âmbito da comunicação é mónada, é célula, é ecceidade. Semsim é comunicação sem dito nem desdito, é presença sentida e percebida. Semsim é apreendido pelos sentidos. É também racional e compreendido pela razão, pela razão poética. Semsim é efectivação da presença indefinida e ilimitada mas individualizada. Um semsim é um ambiente, é um momento, é um texto sem contexto, é um momento sem tempo, é um lugar sem espaço e fora do espaço. Um semsim está em nenhures e percebe-se como algo em circunstância, em algures. Semsim é irrupção, é antecipação e é diacronia. Semsim rege-se em Aïon e não em Chronos, rege-se pelo fluxo e não pelo espaço. Semsim é presentificação contínua e não apresentação, nem figuração, nem representação. Semsim é multitude é multidão. Semsim é livre. Semsim é vontade. Semsim é humano, des-humano, pós-humano e in-humano. Semsim é semrosto semnome, semtempo, semti, semmim, semnós. Semsim é... assim sendo. Semsim Loja é uma sociedade dos amigos do desejo aberta a quem desejar trocar e partilhar emoções voluptuosas por moeda viva. E, para os bem receber segundo as normas da hospitalidade e do livre mercado a Semsim aqui está sem dizer sim, sem dizer não, apenas dizendo semsim, isto é, seja bem-vindo à nossa casa. |